Dizem que o humor é um modo de encarar a realidade que se apresenta de uma forma, mas que poderia ser diferente, se quiséssemos. Segundo Oscar Wilde: “a arte de virar no avesso, repentinamente, o manto da aparência para por à mostra o forro da verdade”.
Veja esse video do comediante Chris Rock, que na minha opinião é um dos caras mais engraçado que eu conheço. Isto que humor inteligente. Muito bom!!!
http://www.youtube.com/watch?v=9VKdA9-84Gs
Friday, September 08, 2006
Saturday, September 02, 2006
O homem e o mito...
Por Osho, do livro ''O homem que amava as gaivotas''
Aristóteles definiu o homem como um ser racional. O homem não é racional, e é bom que não o seja. O homem é 99% irracional, e é bom que seja assim porque, através da irracionalidade, tudo o que é belo e amável existe. Através da razão, matemática; através da desrazão, poesia. Através da razão, ciência; através da desrazão, religião. Através da razão, mercado, dinheiro, rúpias, dólares; através da desrazão, amor, canção, dança. Não, é bom que o homem não seja um ser racional. O homem é irracional.
Muitas definições foram tentadas. Eu gostaria de dizer que o homem é um animal que cria fofoca. Ele cria mitos ¿ todos os mitos são fofocas, puranas [estórias simbólicas das escrituras sagradas hindus]. Ele inventa religião, mitos, estórias sobre a existência. Desde o começo da humanidade, o homem tem inventado uma bela mitologia. Ele inventa Deus. Ele inventa que Deus criou o mundo; e ele inventa lindos mitos. Ele tece, vai tecendo cada vez mais novos mitos, cada vez mais. O homem é um animal que cria mitos; e a vida será absolutamente maçante se não houver mitos em torno dela.
Este é o problema da era moderna: todos os mitos foram abandonados. Os tolos racionalistas protestaram demais contra eles. E foram abandonados porque, se você protesta contra um mito, o mito é indefensável. Ele não pode se defender; é muito vulnerável, muito delicado. Se você começa a lutar com ele, você o destruirá, mas, ao destruí-lo, destruirá uma coisa linda no coração humano. Não é o mito, o mito é simbólico ¿ profundas são as raízes no coração. Se você matar o mito, matará o coração.
Bem, em todo o mundo, esses mesmos racionalistas que mataram os mitos sentem que agora não sentido na vida, não há poesia, nenhuma razão para ser feliz, nenhuma causa para celebrar. Toda festividade desapareceu. Sem um mito, o mundo será só uma praça de mercado; todos os templos desaparecerão.
A menos que você seja iluminado, não pode viver desse jeito; do contrário, você perceberá que está sem sentido, será tomado por uma profunda ansiedade e a angústia invadirá seu ser. Você começará a cometer suicídio. Começará a encontrar um jeito ou outro ¿ drogas, álcool, sexo, qualquer coisa ¿ de se afogar para se esquecer de si mesmo porque a vida parece sem sentido.
Os mitos têm significado. O mito nada mais é que uma fofoca bonita, mas ele ajuda você a viver. Se você não é capaz de viver sem fofoca, ele o ajuda a viajar, a percorrer o mundo. Ele cria uma atmosfera humana à sua volta; do contrário, o mundo é muito árido. Pense nisto: os hindus vão ao rio, vão ao Ganges ¿ eles o veneram. Isso é um mito; do contrário, o Ganges é só um rio. Mas, através de um mito, o Ganges se torna a mão, e, quando um hindu vai ao Ganges, isso é um enorme prazer para ele.
A pedra em Meca, a pedra de Kaaba, nada mais é que uma pedra. É um cubo, por isso é chamada ka¿bah, que significa ¿cubo¿. Mas você não pode saber como um mulçumano se sente quando vai a Kaaba. Uma tremenda energia desperta. Não que Kaaba esteja fazendo alguma coisa ¿ não há nada, é só um mito. Mas, quando beija a pedra, ele não está andando na Terra; ele se mudou para outro mundo, o mundo da poesia. Quando ele caminha em direção a Kaaba, está caminhando em torno do próprio Deus. Em todo o mundo, os muçulmanos rezam; o ponto deles é Kaaba. A direção para a qual se voltam difere, dependendo de onde eles estão: uma pessoa rezando na Inglaterra estará olhando para Kaaba; uma pessoa rezando na Índia estará olhando para Kaaba; uma pessoa rezando no Egito estará olhando para Kaaba. Cinco vezes por dia, os maometanos rezam em todo o mundo, circundam o mundo inteiro, e seu olhar se volta para Kaaba ¿ Kaaba se torna o próprio centro do mundo. Um mito, um lindo mito... Naquele momento todo o mundo está cercado de poesia. Os seres humanos dão significado à existência; é isso que um mito faz. O homem é um animal que cria fofoca. Pequenas fofocas ¿ sobre a vizinhança, sobre a mulher do vizinho... ¿ e grandes fofocas, cósmicas, sobre Deus. Mas as pessoas gostam disso. ... Deus deve gostar demais de estórias; ele mesmo é um criador de mitos, deve gostar muito de estórias. Ele foi o primeiro que começou com toda a fofoca! Sim, a vida é uma fofoca, uma fofoca momentânea no silêncio eterno da existência, e o homem é um animal que cria fofoca. A menos que você se torne um deus, deve gostar de fofocar: deve amar as estórias de Rama e Sita, de Adão e Eva, do Mahabharata; deve amar estórias gregas, romanas, chinesas. Existem milhões delas ¿ todas lindas. Se você não puser lógica nelas, elas podem revelar portas interiores, podem abrir mistérios interiores. Se puser lógica nelas, as portas se fecham; aí, aquele templo não é para você. Ame as estórias. Quando você as ama, elas revelam mistérios. E muito se esconde nelas; tudo o que a humanidade encontrou estava escondido nas parábolas. É por isso que Jesus vai falando em parábolas, e Buda vai falando em estórias. Eles todos adoram fofocar.
Aristóteles definiu o homem como um ser racional. O homem não é racional, e é bom que não o seja. O homem é 99% irracional, e é bom que seja assim porque, através da irracionalidade, tudo o que é belo e amável existe. Através da razão, matemática; através da desrazão, poesia. Através da razão, ciência; através da desrazão, religião. Através da razão, mercado, dinheiro, rúpias, dólares; através da desrazão, amor, canção, dança. Não, é bom que o homem não seja um ser racional. O homem é irracional.
Muitas definições foram tentadas. Eu gostaria de dizer que o homem é um animal que cria fofoca. Ele cria mitos ¿ todos os mitos são fofocas, puranas [estórias simbólicas das escrituras sagradas hindus]. Ele inventa religião, mitos, estórias sobre a existência. Desde o começo da humanidade, o homem tem inventado uma bela mitologia. Ele inventa Deus. Ele inventa que Deus criou o mundo; e ele inventa lindos mitos. Ele tece, vai tecendo cada vez mais novos mitos, cada vez mais. O homem é um animal que cria mitos; e a vida será absolutamente maçante se não houver mitos em torno dela.
Este é o problema da era moderna: todos os mitos foram abandonados. Os tolos racionalistas protestaram demais contra eles. E foram abandonados porque, se você protesta contra um mito, o mito é indefensável. Ele não pode se defender; é muito vulnerável, muito delicado. Se você começa a lutar com ele, você o destruirá, mas, ao destruí-lo, destruirá uma coisa linda no coração humano. Não é o mito, o mito é simbólico ¿ profundas são as raízes no coração. Se você matar o mito, matará o coração.
Bem, em todo o mundo, esses mesmos racionalistas que mataram os mitos sentem que agora não sentido na vida, não há poesia, nenhuma razão para ser feliz, nenhuma causa para celebrar. Toda festividade desapareceu. Sem um mito, o mundo será só uma praça de mercado; todos os templos desaparecerão.
A menos que você seja iluminado, não pode viver desse jeito; do contrário, você perceberá que está sem sentido, será tomado por uma profunda ansiedade e a angústia invadirá seu ser. Você começará a cometer suicídio. Começará a encontrar um jeito ou outro ¿ drogas, álcool, sexo, qualquer coisa ¿ de se afogar para se esquecer de si mesmo porque a vida parece sem sentido.
Os mitos têm significado. O mito nada mais é que uma fofoca bonita, mas ele ajuda você a viver. Se você não é capaz de viver sem fofoca, ele o ajuda a viajar, a percorrer o mundo. Ele cria uma atmosfera humana à sua volta; do contrário, o mundo é muito árido. Pense nisto: os hindus vão ao rio, vão ao Ganges ¿ eles o veneram. Isso é um mito; do contrário, o Ganges é só um rio. Mas, através de um mito, o Ganges se torna a mão, e, quando um hindu vai ao Ganges, isso é um enorme prazer para ele.
A pedra em Meca, a pedra de Kaaba, nada mais é que uma pedra. É um cubo, por isso é chamada ka¿bah, que significa ¿cubo¿. Mas você não pode saber como um mulçumano se sente quando vai a Kaaba. Uma tremenda energia desperta. Não que Kaaba esteja fazendo alguma coisa ¿ não há nada, é só um mito. Mas, quando beija a pedra, ele não está andando na Terra; ele se mudou para outro mundo, o mundo da poesia. Quando ele caminha em direção a Kaaba, está caminhando em torno do próprio Deus. Em todo o mundo, os muçulmanos rezam; o ponto deles é Kaaba. A direção para a qual se voltam difere, dependendo de onde eles estão: uma pessoa rezando na Inglaterra estará olhando para Kaaba; uma pessoa rezando na Índia estará olhando para Kaaba; uma pessoa rezando no Egito estará olhando para Kaaba. Cinco vezes por dia, os maometanos rezam em todo o mundo, circundam o mundo inteiro, e seu olhar se volta para Kaaba ¿ Kaaba se torna o próprio centro do mundo. Um mito, um lindo mito... Naquele momento todo o mundo está cercado de poesia. Os seres humanos dão significado à existência; é isso que um mito faz. O homem é um animal que cria fofoca. Pequenas fofocas ¿ sobre a vizinhança, sobre a mulher do vizinho... ¿ e grandes fofocas, cósmicas, sobre Deus. Mas as pessoas gostam disso. ... Deus deve gostar demais de estórias; ele mesmo é um criador de mitos, deve gostar muito de estórias. Ele foi o primeiro que começou com toda a fofoca! Sim, a vida é uma fofoca, uma fofoca momentânea no silêncio eterno da existência, e o homem é um animal que cria fofoca. A menos que você se torne um deus, deve gostar de fofocar: deve amar as estórias de Rama e Sita, de Adão e Eva, do Mahabharata; deve amar estórias gregas, romanas, chinesas. Existem milhões delas ¿ todas lindas. Se você não puser lógica nelas, elas podem revelar portas interiores, podem abrir mistérios interiores. Se puser lógica nelas, as portas se fecham; aí, aquele templo não é para você. Ame as estórias. Quando você as ama, elas revelam mistérios. E muito se esconde nelas; tudo o que a humanidade encontrou estava escondido nas parábolas. É por isso que Jesus vai falando em parábolas, e Buda vai falando em estórias. Eles todos adoram fofocar.
ILLUSION - ESCHER
Maurits Cornelis Escher foi um artista gráfico holandes conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, explorações do infinito e padrões geometricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.
O cara tem ou não tem a manha total???
Sons de Carrilhoes
Tava pensando na questão que eu postei, e vi o quanto é complexo responde-la.
Mas uma coisa é certa: a música é algo que faz bem pro meu coração.
De todas as artes (literatura,pintura,cinema,etc..) ela é a única capaz de me levar pro um outro lugar num instante:ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro,de beleza e formas perfeitas.
Esqueço problemas, obrigações e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. Claro que não são todas as música que tem esse poder. A beleza é algo raro e efêmero.
Sinto essa alegria quando escuto "Sons de Carrilhões", um chorinho de João Pernambuco.
Ela me faz triste-alegre. Essa é a magia da música: ela é um triunfo sobre a tristeza. Feiticera, a beleza é o poder mágico que transforma a tristeza triste em tristeza alegre... É por isso que eu quro ouvi-la vezes sem conta.
Mestre Cartola era um rei neste quesito: transformar a dor em alegria. A tristeza em beleza.
Fico triste pensando naqueles que nunca conhecerão esse prazer. Simplemente por não conhecerem ou ignorâcia.
"A música é vida interior. E quem tem vida interior jamais está sozinho".
Ah! pra quem quiser conhecer sons de carrilhoes
http://www.youtube.com/watch?v=8H6RYyBwzvE&mode=related&search=
Mas uma coisa é certa: a música é algo que faz bem pro meu coração.
De todas as artes (literatura,pintura,cinema,etc..) ela é a única capaz de me levar pro um outro lugar num instante:ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro,de beleza e formas perfeitas.
Esqueço problemas, obrigações e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. Claro que não são todas as música que tem esse poder. A beleza é algo raro e efêmero.
Sinto essa alegria quando escuto "Sons de Carrilhões", um chorinho de João Pernambuco.
Ela me faz triste-alegre. Essa é a magia da música: ela é um triunfo sobre a tristeza. Feiticera, a beleza é o poder mágico que transforma a tristeza triste em tristeza alegre... É por isso que eu quro ouvi-la vezes sem conta.
Mestre Cartola era um rei neste quesito: transformar a dor em alegria. A tristeza em beleza.
Fico triste pensando naqueles que nunca conhecerão esse prazer. Simplemente por não conhecerem ou ignorâcia.
"A música é vida interior. E quem tem vida interior jamais está sozinho".
Ah! pra quem quiser conhecer sons de carrilhoes
http://www.youtube.com/watch?v=8H6RYyBwzvE&mode=related&search=
Monday, August 28, 2006
Bem Vindos!!!
Bom este blog vai ser meu espaço pra Divagações sobre nenhum tema definido. A unica coisa que vai nortear as minhas palavras e pensamentos, sera minha vontade.
Alias voces ja reparam o quanto das coisas que fazemos no dia-dia, nos fazemos porque realmente queremos fazer? Acordar cedo, Ir pro trabalho, pra aula, estudar pra prova, etc.
São tudo obrigações! Que o proprio nome ja diz, preciso ser obrigado a fazer, e preciso ter uma agenda pra não deixar que nenhuma obrigação escape...
Mas como diz Rubem Alves: "Aquilo que esta escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memoria ama fica eterno.Se preciso de agenda é porque não esta no meu coração. Não é o meu desejo. É o desejo de um outro."
Mas o que é que o coração ama?
Ah esta ja é uma outra questão que tentarei postar mais tarde.
Alias voces ja reparam o quanto das coisas que fazemos no dia-dia, nos fazemos porque realmente queremos fazer? Acordar cedo, Ir pro trabalho, pra aula, estudar pra prova, etc.
São tudo obrigações! Que o proprio nome ja diz, preciso ser obrigado a fazer, e preciso ter uma agenda pra não deixar que nenhuma obrigação escape...
Mas como diz Rubem Alves: "Aquilo que esta escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memoria ama fica eterno.Se preciso de agenda é porque não esta no meu coração. Não é o meu desejo. É o desejo de um outro."
Mas o que é que o coração ama?
Ah esta ja é uma outra questão que tentarei postar mais tarde.
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